Abordagem nos Jardins tem de ser diferente da periferia, diz novo comandante da Rota

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Uma questão de se adaptar aos inimigos diários e ao território pertencente. É desta maneira que o tenente-coronel Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo, 46, o novo comandante da Rota, a tropa de elite da PM (Polícia Militar) de São Paulo, define a forma de atuação dos policiais nas ruas de todo o mundo. Incluindo os cerca de 700 homens que estão sob suas ordens desde o dia 4 de agosto de 2017.


Em entrevista exclusiva concedida ao UOL, Mello Araújo afirmou que os PMs que atuam na região nobre e na periferia de São Paulo adotam formas diferentes abordar e falar com moradores. "É uma outra realidade. São pessoas diferentes que transitam por lá. A forma dele abordar tem que ser diferente. Se ele [policial] for abordar uma pessoa [na periferia], da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui nos Jardins [região nobre de São Paulo], ele vai ter dificuldade. Ele não vai ser respeitado", disse.

"Da mesma forma, se eu coloco um [policial] da periferia para lidar, falar com a mesma forma, com a mesma linguagem que uma pessoa da periferia fala aqui no Jardins, ele pode estar sendo grosseiro com uma pessoa do Jardins que está ali, andando", complementou. "O policial tem que se adaptar àquele meio que ele está naquele momento", argumentou.

Comentários

  1. Tradução- * Favela: filho da puta, levanta o braço, seu nóia do caralho. *Zona Sul: Sr.usuário, estendas as mãos e os braços por favor,se estiver incomodando pode descansar um pouco, estamos fazendo esta abordagem para a sua segurança.

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