Gilmar Mendes age como quem pode desafiar e desacatar o que quiser

SAO PAULO, SP, BRASIL, 21-08-2017 11h00: Gilmar Mendes, Ministro do STF e Presidente do TSE, durante o forum 'A reforma politica em debate' realizado pelo jornal O Estado de Sao Paulo e o Centro de Lideranca Publica (CLP). (Foto: Ze Carlos Barretta/Folhapress PODER)

Além do papel de orientador voluntário do denunciado Michel Temer, o ministro Gilmar Mendes presta-lhe outro serviço, de igual ou maior utilidade: suplantou-o na dupla condição de figura mais comentada e reprovada. Essa desonraria se deve, porém, muito menos à sua atividade de político e tutor ideológico do que à maneira como usa sua magistratura contra a Magistratura.


A tal ponto Gilmar Mendes está personificando a ideia de desmandos da Justiça que o repúdio o excede e causa danos ao Judiciário e em particular ao próprio Supremo Tribunal Federal.

Gilmar Mendes age, com indiferente segurança, como quem pode desafiar o que quiser e desacatar a quem quiser –e nada lhe acontece. Não que desfrute de cobertura legal ou moral para tanto. Conta, isso sim, com a falta de resposta para a pergunta que mais se ouve e se faz: não há ninguém nem o que fazer contra esse vale-tudo?

A partir de Gilmar Mendes, começa a ficar claro que, pior do que um ministro-magistrado sem limites, é não se encontrar entre os seus pares quem busque impor-lhe os limites éticos e funcionais a que, como princípios, está submetido.


Ainda mais estarrecedor é que o contraste de deslimite e omissão se passe em um conjunto de vidas dedicadas a dizer se condutas alheias incorreram em falhas ou não. E, se as cometeram, condenar os autores. Até à prisão.

Por Janio de Freitas - Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.

Comentários

  1. Ele está tranquilo porque o Poder Judiciário foi transformado num império no Brasil com a judicialização e é corrupto.
    Basta ver a decisão de Alexandre de Morais, este que acabou de ser nomeado ministro por Temer e foi secretário de segurança pública em São Paulo sendo informado que ele promoveu com os policiais mais de 400 mortes de bandidos, isto porque ele é um psicopata bandido.
    Mas não é só. No Brasil inteiro o judiciário está corrompido e vendas de sentenças, inclusive no STJ, corre solto. O que vale é ser grande oligarquia, rotariano, lionino, maçom e outros.
    O Brasil está em mãos de bandidos nos Três Poderes e instituições e não sabemos as FFAA's que tem o dever de realizar uma intervenção provisória para fazer limpeza e sanar o estado.
    O Brasil está no caos e desgovernado e estamos vivendo a insegurança geral e os riscos de desgraça são eminentes.
    O Brasil está destruído e salve-se quem puder. E a imprensa, cúmplice de tudo, continua aparelhada pela desgraça do país e de seu povo.
    Só resta uma intervenção ou iremos para uma convulsão social, uma guerra civil ou uma ditadura totalitária. Não existe milagre o país faliu econômica, ética e moralmente.

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