O que está por trás da luta na lama entre a família Bolsonaro e o MBL

Bolsonaro Jr., Kataguiri e Feliciano nos tempos do impeachment

Por Mauro Donato - Em 2014 e 2015 era tudo uma coisa só. Bolsonaro pai subia para discursar em caminhões do MBL (Movimento Brasil Livre) e fazia selfies com adoradores do Revoltados OnLine que por sua vez abraçavam amigos do Vem Pra Rua e eram todos seguidores de Reinaldo Azevedo.


Tudo por um impeachment. O tempo passou, o impeachment também e o caldo entornou para os ‘movimentos’ que iam até Brasília bajular Eduardo Cunha.

Já no primeiro mês de 2016, Kim Kataguiri, power ranger do MBL, passou a criticar Jair Bolsonaro. Levou o troco. Reinaldo Azevedo saiu em defesa do franzino líder e colega de jornal.

“Quem se atém apenas à retórica e ao desempenho circenses do deputado Bolsonaro fica com a falsa impressão de que ele participou de alguma guerra — ou mesmo que combateu o terrorismo de esquerda. Não! Ele nunca deve ter matado uma galinha. Ou venceu, no máximo, uma galinha”, escreveu Azevedo, o que culminou em bate-boca com o ultra-direitista Olavo de Carvalho.

Tudo meio de mentirinha, como luta de telecatch. Com 2018 se aproximando, agora a família Bolsonaro vem a público informar que desconfia que o PSDB esteja por trás dos ataques que o MBL vêm fazendo a Jair Bolsonaro.


No Twitter, o filho de Jair, Flávio Bolsonaro, escreveu: “O MBL está dando chilique. Achava que, com a ruína do PT, o PSDB ocuparia o espaço que ficou aberto. Não contava que a direita ia surgir com um nome de tanto peso como o do Jair Bolsonaro.”

Segundo pesquisas, Jair Bolsonaro tem algo entre 11% (Ibope) e 9%, (Datafolha) nas intenções de voto para presidente da República.

Bom, vamos por partes. Desconfia? Basta uma excursão pela página do MBL no Facebook para constatar que João Doria é o candidato preferido pelo movimento. De dez postagens, oito são elogiosas à gestão Doria em São Paulo.

“Doria cumpre promessa e remove acampamento do MTST na avenida Paulista”; “Doria apresenta programa Doutor Saúde na zona leste de São Paulo”; “População terá banheiros públicos graças a parceria com iniciatica privada”.

É campanha explícita (alô TSE, fique de olho). Qualquer observador mais atento já percebeu. “Bateu o desespero, a quadrilha vai fazer de tudo para tirar seu pai do páreo e abrir caminho para o Doria”, postou um seguidor do filho de Bolsonaro após o tuíte do deputado. Se até um seguidor de Bolsonaro já notou, está fácil.


Já é de conhecimento mundial que os movimentos que protagonizaram as manifestações ‘espontâneas’ eram financiados por Aécio Neves e Ronaldo Caiado, entre outros, como disse em entrevista ao DCM Daniela Schwery, ex-militante tucana. “Essa turma é PSDB”, disse ela em relação aos movimentos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff.

A endossar Schwery estão os áudios vazados do líder do MBL Renan Santos, admitindo que partidos financiaram o movimento (que se dizia apartidário e coletava dinheiro de cidadão pios.

Tudo isso foi revelado no ano passado e Bolsonaro, claro, soube. Apontar o dedo para os tucanos e o MBL agora é mera estratégia de guerra visando 2018.

Comentários

  1. Quem diria que esse golpe virulento e odioso dividiria a direita e tornaria o PT tão forte em 2018? Eles são muito burros! acham que atacando direitos de trabalhadores e fazendo discurso de ódio não vai ter tanta rejeição! é a minoria otária violenta que grita e acha que está sendo maioria... Agora até esse pessoal tá com vergonha de aparecer.

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  2. Se perderam no tempo, depois do golpe descobriram que seu principal patrocinador caiu em desgraça perante a opinião publica(Aécio), depois das patifarias que aprontou, além do que, seus principais colegas de partido denunciados pela lava jato. Ao apoiarem o Michel temer com suas medidas antipopulares se comprometeram ao extremo. O MBL tornou-se um fiasco com as declarações desse China que nem saiu das fraldas, copiando as mensagens de seus patrocinadores, sem entender de política, chegou num ponto que já não inspira mais ninguém, tornou-se cansativo e repetitivo.

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