Polícia diz que morte de empresário da OAS que delataria tucanos e juízes é suspeita


247 – A Polícia Civil de São Paulo investigará como “suspeita” a morte do fundador da OAS e detentor da maior parte das ações do grupo, o empresário Cesar de Araújo Mata Pires, de 67 anos. Ele morreu na manhã de ontem enquanto caminhava na pista de cooper do estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo. Mata Pires tinha problemas de saúde e a hipótese inicial é que tenha sofrido um infarto. Ele estava próximo de fechar acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).


Alvo da Lava-Jato por corrupção e formação de cartel na Petrobras e em recuperação judicial, a OAS está empenhada no fechamento de um acordo de leniência para evitar sua declaração de inidoneidade – sanção que, se imposta, a excluirá de disputar concorrências públicas.

A morte do empresário Cesar Mata Pires foi registrada no 14º Distrito Policial de Pinheiros. O boletim de ocorrência foi intitulado “morte suspeita” por determinação da delegada de plantão, Carina Santanielli.

Por se tratar de morte suspeita, o caso será encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo, que vai instaurar inquérito policial para esclarecer a causa da morte.

A investigação será amparada por laudo produzido por legista do Instituto Médico Legal (IML), a partir da realização de um exame necroscópico – procedimento em que os órgãos da pessoa são examinados.


“Eu estava correndo com uma aluna e vi um senhor caído próximo da área da piscina. Ele estava desacordado, roxo, e chamei um dos médicos que ficam dentro do estádio, que tentou reanimá-lo com um desfibrilador”, contou o personal trainer Rodolfo Vieira.

“O médico disse que o homem estava sem pulso e eu liguei para o [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da prefeitura de São Paulo] Samu, mas a ambulância demorou, levou 17 minutos para chegar”, relatou Vieira.

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