Por que o MBL não explica sua relação com as quadrilhas do PMDB e PSDB?

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O Santander Cultural cancelou neste final de semana a exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”. A mostra, que contava com nomes como Lygia Clark, Alfredo Volpi e Cândido Portinari num total de 85 artistas e cerca de 270 itens que dialogam com o universo LGBT, estreou em meados de agosto e iria até o dia 8 de outubro, em Porto Alegre. Iria. 


Uma gritaria virtual capitaneada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) fez com que a organização antecipasse o fim da exposição. Os patrulheiros alegavam que certas peças do “Queermuseu” faziam apologia à zoofilia e à pedofilia, além de se sentirem incomodados com obras com referências a ícones religiosos, como Jesus Cristo.

O MBL (Movimento Brasil Livre), entidade civil criada em 2014 para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), recebeu apoio financeiro, como impressão de panfletos e uso de carros de som, de partidos políticos como o PMDB e o Solidariedade. Quando fundado, o movimento se definia como apartidário e sem ligações financeiras com siglas políticas. Em suas páginas em redes sociais, fazia campanhas permanentes para receber ajuda financeira das pessoas, sem ligação com partidos.

Em uma gravação de fevereiro de 2016 a que o UOL teve acesso, Renan Antônio Ferreira dos Santos, um dos três coordenadores nacionais do MBL, diz em mensagem a um colega do MBL que tinha fechado com partidos políticos para divulgar os protestos do dia 13 de março usando as "máquinas deles também".

Renan diz ainda que o MBL seria o único grupo que realmente estava "fazendo a diferença" na luta em favor do impeachment de Dilma Rousseff. 


Em nota enviada ao UOL, Renan Santos confirmou a autenticidade do áudio e informou que o comitê do impeachment contava com lideranças de vários partidos, entre eles, DEM, PSDB,  SD e PMDB.

O PMDB teria custeado a impressão de panfletos para o MBL divulgar as manifestações pró-impeachment ocorridas pelo país no último dia 13 de março. O presidente da Juventude do PMDB, Bruno Júlio, informou ao UOL que solicitou ao presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, que custeasse R$ 20 mil em panfletos de divulgação dos atos, com a inscrição "Esse impeachment é meu". 

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