Presidente da Petrobrás, do PSDB, usa cargo para enriquecer empresas da família


FUP - A Federação Única dos Petroleiros apresentou, no dia 31/08, à Procuradoria Geral da República, documentos para serem anexados ao processo de representação de impedimento de Pedro Parente da presidência da Petrobras que enfatizam a existência de conflito de interesses na gestão de Parente à frente da Petrobrás.


Além de acumular a Presidência do Conselho de Administração da BM&F Bovespa, Parente é sócio fundador “licenciado” da Prada Administradora de Recursos Ltda, grupo de gestão financeira e empresarial presidido por sua esposa, Lucia Hauptman, e especializado em maximizar os lucros dos detentores das maiores fortunas do país.

Licenciado entre aspas, uma vez que, para a empresa presidida por sua esposa, a Prada Consultoria, o fato de Parente estar sentado no maior cargo da estatal, só trouxe benefícios. Em seu portal na internet, sua imagem é usada para atrair novos investidores e seu nome aparece em destaque entre os sócios da empresa, além de noticiarem as ações de Pedro Parente na Petrobras como forma de autopromoção da Prada.

Em dois anos, a empresa aumentou em 78% a quantidade de clientes pessoas físicas, além de atender empresas nacionais e investidores estrangeiros. Sendo que o maior aumento do número de clientes ocorreu em 2016, quando Parente já estava à frente da Petrobrás.


Além disso, o volume de compras de ações da administradora saltou de R$ 403 mil, em dezembro de 2015, para R$ 3,2 milhões, em dezembro de 2016. Uma movimentação maior do que a comum no mercado.

De acordo com a Lei de Responsabilidade das Estatais,13303/16, basta que exista a possibilidade de conflito de interesse para que seja vedada a indicação ao cargo. Como pode-se constatar, pelas atividades da empresa Prada e pelo seu exponencial aumento no último ano, existe claro conflito de interesse na gestão Pedro Parente. Além disso, no item 9 do Programa da Petrobras de Prevenção da Corrupção, “há conflito de interesse quando o empregado não é independente em relação à matéria em discussão e pode influenciar ou tomar decisões motivadas por interesses distintos daquele da companhia”. Como Parente pode tomar decisões livres de influências externas, quando sua esposa tem como clientes as famílias mais ricas do país? Diante disto, existe a caracterização clara de conflito de interesse na gestão golpista.

Parente, peça para sair!

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