BOMBA! Tacla Durán confirma a deputados pedido de propina de compadre de Moro


Por Conceição Lemes do Viomundo - Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, muito menos cair do céu.


No peito e na coragem, os deputados federais petistas Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ) foram para a Espanha, onde passaram os últimos dias.

Missão: fazer um conjunto de diligências em busca de documentos e depoimentos relacionados à Operação Lava Jato e à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS. Os dois representam o Partido dos Trabalhadores nessa CPMI.

Os dois já estão retornando ao Brasil.

Via mensagens escritas no WhatsApp (a ligação caía toda hora), conversei com Paulo Pimenta. Ele e Wadih estavam no aeroporto de Madri, aguardando a hora do embarque.


“Gravamos mais de uma hora com o advogado Rodrigo Tacla Duran”, afirma Pimenta. “Ele nos confirmou TUDO o que ele já havia denunciado anteriormente por meio de entrevistas.”

“Por exemplo, a maneira como o Ministério Público Federal obtém as delações, o uso de planilhas e extratos manipulados, em desacordo com os originais dos sistemas da Odebrecht, a atuação do amigo e padrinho do juiz Sérgio Moro, que teve a mulher de Moro, Rosângela, como sua sócia no escritório.”

Tacla Duran trabalhou como advogado para Odebrecht de 2011 a 2016.

O Ministério Público Federal (MPF) acusou-o de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Ele tentou fazer delação premiada, mas as negociações fracassaram.


Ele teve então a prisão decretada por Moro. Chegou a ser detido na Espanha em novembro de 2016. Em janeiro, foi libertado. O Brasil pediu a sua extradição, mas a Espanha negou –Tacla Duran tem dupla cidadania.

Desde então, ele vem dando entrevistas com acusações à Lava Jato e à Odebrecht. Sobre a empreiteira, ele disse que ela fraudou documentos apresentados em seu acordo de delação premiada.

Em matéria de Mônica Bergamo, publicada na Folha de S. Paulo, em 27 de agosto de 2017, Tacla Duran incriminou o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho do juiz Sérgio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

“Nós também andamos atrás do processo do Sandro Rossell, ex-presidente do Barcelona, atualmente preso”, observa Pimenta. “O caso envolve diretamente Ricardo Teixeira e a Globo.”

Sandro Rosell, que era sócio de Ricardo Teixeira, está no Presídio Soto del Real, em Madri, desde maio de 2017.


“Ricardo Teixeira tem residência fiscal em Andorra, onde tem contas em mais de um banco”, atenta Pimenta.

O principado de Andorra fica entre a Espanha e a França.

Antes de viajar, Wadih e Pimenta apresentaram requerimento para que Tacla Duran seja ouvido na CPMI da JBS.

Os dois entregarão oficialmente à CPMI as gravações bem como todos os documentos obtidos, incluisve os de Andorra.

Os Petistas vão entregar também na CPMI, mais de uma hora de gravações com o advogado Rodrigo Tacla Duran.

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