Empresário mudou depoimento para incriminar filho de Lula e poder sair da cadeia


Cíntia Alves, no Jornal GGN – Não foi apenas sobre a história do apartamento alugado à família de Lula que Glaucos da Costamarques vem mudando de versão desde que passou a ser investigado pela Lava Jato. Primo de José Carlos Bumlai, Glaucos foi sócio de dois amigos do filho mais novo de Lula numa empresa criada em 2009, 


a Bilmaker. Quando questionado pela Polícia Federal, em 2016, sobre o episódio, ele não apontou nenhuma irregularidade. Agora que atua como delator informal de Lula junto aos procuradores de Curitiba, Glaucos disse uma série de coisas a Sergio Moro que não batem com o depoimento que deu no ano passado.

Reportagem do Estadão desta terça (10) mostra que, agora, “Glaucos da Costamarques pode ter servido para ocultar o nome do caçula [Luis Cláudio Lula da Silva] na propriedade da Bilmarker 600 Serviços em Importação e Exportação Ltda.”

Em 2016, Glaucos negou em depoimento aos procuradores de Curitiba que o filho de Lula tivesse relação com a empresa. “(…) QUE indagado qual a relação dessa empresa com o senhor Fábio Luís Lula da Silva, respondeu que não tinha nenhuma relação, sendo que seus sócios eram as duas pessoas que mencionou e, pelo que sabe. eram amigos do Fábio Luís.”


Antes de mudar a história, contudo, Glaucos disse aos procuradores que a Bilmaker já existia um ano antes da sociedade com os amigos do filho de Lula. A empresa tinha a finalidade de “prospectar negócios relacionados a importações da China”. Glaucos, inclusive, tinha um apartamento alugado em São Paulo e se dividia, ao longo do mês, entre a capital paulista e seu estado, Mato Grosso do Sul.

O Estadão ainda aborda um contrato de gaveta em que Glaucos repassaria os direitos da Bilmaker para Luís Cláudio. Mas de acordo com o próprio jornal, o episódio não é relatado pelo primo de Bumlai no primeiro depoimento. Só no final da reportagem é que o Estadão explica que Luís Cláudio não é acusado na mesma ação penal em que Lula responde por receber a oferta de um imóvel para o Instituto e um apartamento em São Bernardo do Campo, de propriedade de Glaucos.

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