Irmão de reitor que se suicidou desabafa no Facebook: “Quem matou meu irmão?”


Revista Fórum - Acioli de Olivo, irmão do ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, desabafou pelo Facebook, na noite desta segunda-feira (2), sobre o suicídio do irmão.


Na postagem, Olivo cita “os grandes canalhas” e os “pequenos canalhas” responsáveis pelo o que ele chamou de “crime premeditado”.

“Quem matou meu irmão, o reitor da UFSC, Luís Carlos Cancellier de Olivo? São vários os autores. Os principais sabemos nomes, sobrenomes, endereço e ocupações. Mas além destes grandes canalhas, são cúmplices deste crime premeditado, os pequenos canalhas, os vermes rastejantes, que dentro da UFSC divulgaram mentiras”, escreveu.

Cancellier, desde que foi preso e afastado da UFSC, vinha passando por tratamento psicológico. Em uma carta escrita no mês passado, o ex-reitor denunciou os “métodos” do MP e da Polícia Federal ao julgá-lo, sem apresentar provas ou dar chances de defesa, e a humilhação a que fui submetido. Saiba mais aqui.


Confira, abaixo, a íntegra do texto do irmão de Cancellier.

QUEM MATOU MEU IRMÃO, O REITOR DA UFSC, LUÍS CARLOS CANCELLIER DE OLIVO?

SÃO VÁRIOS OS AUTORES. OS PRINCIPAIS SABEMOS NOMES, SOBRENOMES, ENDEREÇO E OCUPAÇÕES. MAS ALÉM DESTES GRANDES CANALHAS, SÃO CÚMPLICES DESTE CRIME PREMEDITADO, OS PEQUENOS CANALHAS, OS VERMES RASTEJANTES, QUE DENTRO DA UFSC DIVULGARAM MENTIRAS, ENXOVALHARAM SUA HONRA, VIOLARAM O QUE ELE TIINHA COMO VALOR MAIS PRECISOSO, SUA HONESTIDADE E A DEDICAÇÃO ÍMPAR PELA SUA ALMA MATER, A UNIVERSIDADE EM QUE SE FORMOU E GALGOU DEGRAU A DEGRAU ATÉ ALCANÇAR O POSTO MÁXIMO.

ESTES VERMES NÃO FICARÃO IMPUNES, POIS A UNIVERSIDADE DA TOLERÂNCIA E DA DIVERSIDADE QUE MEU IRMÃO SONHOU E TRABALHAVA TODOS OS DIAS PARA TORNAR UMA REALIDADE, NÃO PODE ABRIGAR OS SEDENTOS DE ÓDIO, POIS FORA DELA JÁ SE REPRODUZEM POR TODA A PARTE COMO RATOS.

A TODOS CONCLAMO, NÃO VERTAM LÁGRIMAS, O CAU NÃO APROVARIA. TRANSFORMEM SUAS LÁGRIMA NUM BRADO DE INDIGNAÇÃO , O ÚNICO SENTIMENTO QUE PODE SE CONTRAPOR À INJUSTIÇA QUE O VITIMOU.

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