MPF vai esclarecer essa história de Cunha sair da prisão pra entrevista à Época ou vai se fingir de morto?

REUTERS/Rodolfo Buhrer

Por Kiko Nogueira, editor do DCM - O editor chefe da Época, publicação da Editora Globo, foi quem levantou a bola no dia 30 de setembro.


No Twitter, onde é hiperativo e auto referente como João Doria, Diego Escosteguy escreveu que a entrevista de Eduardo Cunha, capa da semana, “não foi concedida na Papuda nem em qualquer local do sistema prisional”.

Onde, então?

Nos últimos dias, o paradeiro de Cunha virou assunto nas redes sociais. O deputado federal Paulo Pimenta, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, questionou a Procuradoria Geral da República na tarde de segunda, dia 2, sobre o parlamentar cassado.

Mais de 15 horas depois, uma resposta de Mara Elisa De Oliveira, chefe de gabinete da PGR Raquel Dodge: “Ela falou que, se não houver nenhum impedimento ou sigilo, a assessoria criminal da PGR vai comunicar a assessoria de comunicação e então alguém vai me ligar”, diz Pimenta.


Às 15h29 de terça, Mara enviou um email ao parlamentar, afirmando que Cunha “está preso na Delegacia de Polícia Especializada da Polícia Civil”.

“A transferência dele para Brasília, ocorrida no dia 15 de setembro, se deu em virtude de uma decisão do magistrado de Brasília [Vallisney Oliveira], que atendeu pedido da defesa, para que Eduardo Cunha acompanhasse — de Brasília — depoimentos de testemunhas e participasse pessoalmente do próprio interrogatório marcado para o mês de outubro”, diz Mara.

Cunha foi condenado a 15 anos e 4 meses de cana. Seu endereço no momento é a Divisão de Controle e Custódia de Presos da Polícia Civil, DCCP.

Ou seja, a entrevista foi, sim, numa instância do “sistema prisional”.

De acordo com o site da instituição, somente recebem visitas os internos que lá estão em razão do não pagamento de pensão alimentícia e de mandado de prisão temporária.

Quem autorizou?

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