Para quem, como Janaina Paschoal, deu um golpe na Constituição, a USP não é nada


Por Kiko Nogueira - Janaina Paschoal enganou algumas boas almas, mas o esperneio no caso de sua reprovação da USP era mais do que esperado.


Professora da Faculdade de Direito desde 2003, ela concorreu com três colegas a duas vagas de titularidade e ficou em último lugar.

Resolveu entrar com um recurso pedindo a anulação da contenda. Segundo ela, o primeiro colocado, Alamiro Velludo, apresentou um trabalho “sem originalidade”, requisito para a aprovação.

Janaina evita a expressão plágio, mas acusa Velludo de ter copiado ideias do doutorado de Leandro Sarcedo, de 2015.

Partiu para a vitimização: “Não tenho como negar a perseguição, não é só política. É maior do que isso, é de valores mesmo. Eu já sabia que não teria a menor chance de ganhar. Eles me veem como uma conservadora”.


O diretor da instituição, José Rogério Cruz e Tucci, classificou o pleito de Janaina de “absurdo”. Ela “procura atacar a todos”. “Não é a primeira vez que isso acontece”, acrescenta.

Segundo Tucci, antes do concurso, todos foram chamados e apresentados à banca, e ninguém, nem ela, contestou nada.

Janaina havia simulado civilidade.

Em setembro, manifestou-se no Twitter, rede social em que é hiperativa, passando vexames inesquecíveis (um deles foi a advertência de que Putin “está a um passo de invadir o Brasil” a partir de uma base militar na Venezuela).


“Como disse, durante o concurso, apesar da reprovação, não vou recorrer. A banca estabelece seus critérios e é soberana”, declarou, altiva.

Em agosto, contou que se sentia “uma pessoa mais madura, mais velha em todos os sentidos”. Mais: “Você fica mais tolerante depois de passar por tudo aquilo [o impeachment]. Eu já era tolerante, e fiquei ainda mais tolerante.”

Balela.

A Janaina do fair play, da tolerância, das regras, simplesmente não existe. Ora, quem deu um golpe na Constituição não se detém diante de qualquer outra coisa.

Esperar que ela aceite o jogo democrático, sejam quais forem as circunstâncias, é uma ilusão. Seu “público” não a perdoaria.


O problema de Jana não é ser “conservadora”. É não ter noção. Imagine o constrangimento de seus alunos. Imagine o corpo docente.

A Janaina verdadeira está imortalizada na sessão de heavy metal em que deblaterou sobre a “República da Cobra”.

Para ficar no reino animal, ela é o escorpião da fábula com a rã. O tapetão é da natureza de Jana. Se, em sua louca cavalgada, tiver que arrastar consigo uma faculdade — ou um país –, não é problema dela.

Comentários

  1. Ela é uma louca raivosa. Tem olhar de lobo e saliva de cobra.
    É mais falsa do que nota de três reais. Os senhores devem se lembrar quando acusava a Presidenta Dilma. Chegava a babar, chorar, berrar, uivar, virar os olhos e etc.
    Aproveitou o momento que a população não estava contente com a economia e, para se vingar do pai que saíra do PT, inseriram o golpe.

    Ela é uma daquelas pessoas que tiveram seus 15 minutos de fama. E só.
    Pensava ela que estava com a bola cheia, que sua carreira profissional fosse subir. Ao contrário, se enterrou.

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