Sabe aquele que vocês queriam presidente em 2014? Não pode mais nem sair de casa

Bruno Magalhães/Divulgação | Marcos Oliveira/Agência Senado | Reprodução

Nas últimas quatro eleições presidenciais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi o tucano com o melhor desempenho. Em 2014, ele chegou mais perto de vencer do que José Serra em 2002 e 2010 e do que Geraldo Alckmin em 2006.


Portanto, se tivesse aceitado a sua derrota para a presidente deposta Dilma Rousseff em 2014, ele seria hoje um dos nomes mais fortes para a disputa presidencial de 2018. Teria capital político e o controle da máquina tucana.

Aécio, no entanto, escolheu outro caminho: o golpismo ancorado num moralismo hipócrita. O político mineiro se aliou a Eduardo Cunha, preso em Curitiba, para derrubar Dilma e instalar Michel Temer no poder, hoje denunciado por corrupção, obstrução judicial e comando de organização criminosa. 

O resultado dessa estupidez política foi apontado pela pesquisa CNT/MDA, que hoje aponta Aécio como o presidenciável mais rejeitado do Brasil, em quem 69,5% dos brasileiros não votariam em nenhuma hipótese.


Os motivos são três: a contribuição decisiva para destruir a democracia brasileira, a hipocrisia diante da corrupção, uma vez que ele avaliza o apoio do PSDB a Michel Temer, e as próprias malas de R$ 2 milhões da JBS que foram entregues a seu primo Fred Pacheco.

A esse respeito, Aécio poderá ter seu pedido de prisão julgado pelo STF no dia 26 deste mês.

No campo da rejeição, Aécio é seguido nesse quesito por Ciro Gomes (54,8%), Alckmin (52,3%), Bolsonaro (45,4%), Doria (42,9%), Lula (50,5%) e Marina Silva (51,5%). Ou seja: de todos os presidenciáveis, é o único efetivamente inviável.

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