Veja como Raquel Dodge pode ter ajudado Geddel a poder sair cadeia


Bahia 247 – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal na qual defende o desmembramento das investigações relacionadas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) no caso do “bunker” que guardava R$ 51 milhões.


Se o relator do caso, ministro Edson Fachin, decidir na linha apresentada pela procuradora, a apuração sobre o ex-ministro e aliado de Michel Temer deve voltar à Justiça de primeira instância. Só o irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), teria possível investigação conduzida no Supremo em razão do foro privilegiado.

A manifestação de Raquel é mantida em sigilo e será analisada por Fachin. Na primeira instância, a tendência é de que as investigações tenham desfecho mais rápido do que no STF – tanto pelo procedimento célere em relação á Corte como pelo fato de que os investigadores no primeiro grau já conduziam o caso.

O ex-ministro e o advogado Gustavo Ferraz foram presos no dia 8 setembro na Operação Tesouro Perdido, quando a Polícia Federal encontrou o chamado “bunker” em Salvador (BA), com o equivalente a R$ 51 milhões em espécie.


Cinco dias após a operação, o juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara da Justiça Federal em Brasília, remeteu as investigações ao Supremo ao identificar a menção ao deputado Lúcio Vieira Lima – que possui foro privilegiado. Segundo depoimentos colhidos pela PF, o apartamento onde foram encontradas as malas com dinheiro foi emprestado a Lúcio.

Comentários