Aparecem os documentos que comprovam acusações da JBS contra Temer


Dois fornecedores de uma campanha apoiada por Michel Temer em 2012 receberam, durante as eleições, R$ 1,160 milhão do frigorífico JBS, do delator Joesley Batista.


Trata-se de um dos capítulos da megadelação que cita especificamente o presidente Temer.

De acordo com o delator, partiu de Temer o pedido para que a JBS ajudasse a custear a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012, pelo PMDB.

Joesley então apresentou à Procuradoria-Geral da República uma tabela com o “beneficiário” Michel Temer e uma série de notas fiscais de empresas que, segundo o delator, eram caixa dois para Chalita.

Esse é o resumo que Joesley Batista fez do caso:



pagas pela JBS com os fornecedores da campanha de Chalita em 2012. Em dois casos, o mesmo prestador de serviços enviava uma nota para a campanha e, usando outro CNPJ, recebia também da JBS.Foi assim que aconteceu com a MPB, especializada em marketing político. Nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa empresa recebeu R$ 450 mil da campanha de Chalita.


De acordo com os registros da Receita Federal, a MPB tem entre seus sócios Augusto Fonseca e Eduardo Freiha.


Já nas notas fiscais da JBS, aparecem as empresas Opinião Comunicação e a MPC. No total, as duas receberam R$ 960 mil do frigorífico. As notas foram emitidas em agosto de 2012, quando a campanha de Chalita já estava na rua.

Esta foi a nota emitida pela MPC.


Os registros da Receita Federal mostram que os sócios da MPC e da Opinião são também da MPB, aquela que trabalhou na campanha de Chalita: Eduardo Freiha e Augusto Fonseca.




Em outras palavras: Eduardo Freiha e Augusto Fonseca receberam por meio de suas empresas dinheiro da campanha de Chalita e da JBS. Na campanha, em julho e setembro de 2012. Do frigorífico, em agosto daquele ano.

Veja os documentos completos na matéria original do Buzzfeed Brasil

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