Durán vai depor dia 30 de novembro na CPI da JBS e entregar compadre de Moro


A CPMI da JBS aprovou nesta quarta-feira 8 a data de um dos depoimentos mais esperados sobre a Operação Lava Jato: o do advogado Rodrigo Tacla Duran. Sua fala acontecerá no dia 30 de novembro, por meio de videoconferência.


O requerimento que pedia o depoimento de Tacla Duran foi apresentado pelos deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous, do PT, que chegaram a se encontraram com Tacla Duran na Espanha, onde ele confirmou todas as denúncias que havia feito por meio da imprensa sobre a força-tarefa da Lava Jato.

Tacla Duran foi advogado da Odebrecht entre 2011 e 2016. Ele denunciou uma ameaça contra sua família para forçar uma delação premiada e diz ter sido procurado por um advogado, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, Carlos Zucolotto Jr, que teria oferecido intervir em um acordo e conseguir benesses como redução de multa e pena.

Acusado de lavagem de dinheiro na Lava Jato, Tacla Duran, por meio de seu escritório, efetuou pagamentos ao escritório de advocacia trabalhista de Rosângela Moro, esposa do juiz de Curitiba, de acordo com um relatório da Receita Federal. A denúncia de Tacla Duran envolvendo Zucolotto era de que haveria diminuição da multa e da pena, em um acordo de delação premiada, em troca de um pagamento que seria feito pelo caixa 2 para acertos com membros da Lava Jato.


O depoimento de Tacla Duran na CPMI da JBS pode esclarecer muita coisa do sistema de acordos de delação premiada entre investigados e a força-tarefa da Lava Jato, além da produção de provas presentes nos processos da investigação

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