Janaína chama repórter de “petista, machista e grosseiro” ao ser indagada sobre o discurso da cobra


DCM - Janaína Paschoal agiu como Janaína Paschoal ao ser indagada pelo repórter Paulo Vieira, da revista Poder, sobre o episódio em que encarnou uma pomba gira nos arcos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em SP:


“Banheiro” hoje é também uma palavra comumente associada a seu nome em pesquisas do Google, talvez pelo fato de ela ter aproveitado o tema para espicaçar Fernando Henrique Cardoso. “Fernando Henrique deveria frequentar os banheiros do Ibirapuera!”, publicou, para depois dizer em novo tuíte: “Não, não estou defendendo Doria, mas o fato de FHC alfinetá-lo, quando não criticava Haddad, mostra sua alma petista”.

Surpreende saber que um cardeal do PSDB, mormente alguém que quando presidente da República foi vítima de uma campanha urdida pelo próprio PT para impichá-lo, tenha alma petista. Mas não é improvável que Janaina veja em muitos repórteres que a entrevistam simpatias por esse partido e por outras agremiações de esquerda.

O repórter da PODER foi em dado momento chamado de petista – além de preconceituoso, machista e grosseiro – por perguntar se ela não achava que infringia algum decoro ao fazer o seu famoso “discurso da cobra” em abril de 2016, no Largo São Francisco, quando vociferou contra Lula. Um mês antes, o líder do PT havia se comparado a uma jararaca, daí a cobra, “a que não bateram na cabeça” após ser levado em condução coercitiva por agentes da Polícia Federal para depor em um dos processos de que era objeto. “Queria saber se em alguma matéria sua você já chamou o Lula de louco ou indecoroso”, disse.


O climão se instalou, mas o almoço acabaria em bom termo. Janaina disse que foi uma “honra” participar e explicou: “Sou muito transparente. Nunca vai acontecer de eu falar mal de você por trás, o que eu tiver de falar vou falar na sua cara, aprendi com minha vó pernambucana”.

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