Maia defende corte em aposentadorias, aumentar impostos e vender BB,Caixa e Eletrobras


Jornal do Comércio - Maia defende reforma do sistema financeiro


Presidente da Câmara disse que País “tem um duopólio, com dois bancos grandes”

A concentração de bancos no Brasil foi alvo de críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que defendeu em Porto Alegre a necessidade de fazer reformas no setor e no mercado de capitais. Maia chegou a dizer que o País “tem um duopólio, com dois bancos grandes”, sem citar nomes de instituições. Parte da mudanças devem servir, alegou o presidente da Câmara, para alcançar recursos mais baratas a pequenas e médias empresas. “Precisamos pensar também em dois temas que são pouco falados, mas são muito importantes, que é a reforma do mercado de capitais no Brasil e do sistema financeiro brasileiro. O sistema financeiro brasileiro está ficando quase do tamanho da aviação, dois ou três bancos, um duopólio, o que é muito ruim, porque gera pouca competitividade.


Esse é um tema difícil, mas que a gente também precisa avançar”, defendeu o presidente da Casa legislativa. A reforma tributária deve ser um dos próximos temas da agenda de mudanças no Congresso Nacional, após a tramitação da pauta previdenciária e da proposta de venda da Eletrobras, segundo o presidente da Câmara. Maia fez um alerta, para que as dificuldades associadas “à extensa pauta da proposta da Previdência” não se repita. “Se for como foi a da Previdência, vai gerar muitos adversários”, preveniu o parlamentar democrata. O deputado fluminense havia dito, em Porto Alegre, que as dificuldades na aceitação e tramitação das alterações previdenciárias estavam ligadas ao tamanho e abrangência. Ele citou pontos que considera possíveis focos de resistência no campo de modificações tributárias, como a simplificação que unificaria tributos, atingindo aqueles recolhidos por estados e municípios.

Sobre a proposta que o relator da reforma, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), prepara e que trata de uma espécie imposto sobre valor agregado, Maia advertiu que o impacto para municípios pode ser um complicador. “Será que prefeitos vão aceitar mexer. Os governadores vão aceitar?”, cutucou o presidente da Câmara. Hauly, para Maia, busca uma reforma “mais profunda”. “Além disso, o governo não quer incluir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na reforma. Se trabalhasse para simplificar os tributos federais em 2019, talvez se pudesse dar o primeiro passo”, ressaltou. “Prefiro confiar no otimismo do Hauly, e não no meu pessimismo”, disse.

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