Secretária de Temer diz que ele “não tem medo de ir para trás das grades”


O colunista do G1 Hélio Gurovitz escreveu um texto confuso, pedestre e interminável sobre o nonsense de uma candidatura de Temer em 2018.


O melhor foi a resposta da secretaria de Comunicação Social da Presidência, garantindo que Michel não tem medo de puxar cana. Diz o Gurovitz:

O otimismo com a economia abriu espaço para que o presidente Michel Temer sonhe com a reeleição. Embora ele sempre tenha negado que se candidataria, vários elementos sugerem que possa ter mudado de ideia.

Primeiro, e mais importante, sua situação na Justiça. Se não tiver mandato em janeiro de 2019, ambas as denúncias cujo andamento foi suspenso pela Câmara voltarão à primeira instância e começarão a andar.

Temer conhece não apenas as provas de corrupção que pesam contra ele, mas também o risco de que avanços na investigação – como uma delação do ex-ministro Geddel Vieira Lima – o levem para trás das grades.

Segundo, a situação na economia. A recuperação favorece um candidato de situação. Desde o início, o governo Temer tem sido comparado à gestão Itamar Franco. Na época, o Plano Real levou em semanas ao êxito da candidatura de Fernando Henrique Cardoso.


As reformas econômicas do governo atual abriram espaço para as especulações em torno do nome do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele não esconde que quer ser candidato – mas também diz que não concorreria contra Temer.

(…)

Em vez de se parecer com o 1994 do Plano Real, 2018 poderá entrar para a história por motivos diferentes – uma disputa polarizada com radicalização inédita tanto à esquerda quanto à direita. E nenhum dos adversários esquecerá na campanha a frase que imortalizará a figura de Temer nos livros de história: “Tem que manter isso, viu?”.

A resposta da Secom:

“Helio Gurovitz agora pratica a leitura da mente presidencial. O problema é que, ao contrário de sua vasta cultura literária, nesta matéria é analfabeto. O presidente Michel Temer conhece todas provas apresentadas contra ele nas denúncias (até com inquéritos inconclusos) movidas pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. São peças de rara precariedade factual, sem provas ou mesmo indícios reais contra o presidente. Alguns pedidos beiram a ficção, falam de benefícios a empresas e esses benefícios jamais ocorreram. O presidente não teme ir para trás das grades. Continuará livre porque não há fatos ou provas que o liguem a esquema de corrupção de quem quer que seja.”

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