Temer é um dos maiores exemplos de privilégios na Previdência

REUTERS/Adriano Machado

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço


É tão óbvio que até Renan Calheiros percebeu e gravou vídeo ironizando o texto da campanha de R$ 20 milhões que o Governo Federal pôs no ar hoje para tentar aprovar (ou fingir que tenta) a reforma da Previdência.

“Tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”, diz o comercial.

Não há como negar razão, desta vez, a Temer, por ele próprio ser um exemplo disso: aposentado aos 55 anos, tem proventos de R$ 30 mil como procurador do Estado de São Paulo.

Acabar com os privilégios, como diz a peça publicitária? Alguém acredita? Se juízes e promotores sequer aceitam respeitar o teto constitucional de suas remunerações, se arranjam penduricalhos de gratificações como o auxílio-moradia indiscriminado, será que não “topar” uma aposentadoria do INSS que paga R$ 5 mil por mês, no máximo?


Vão é arranjar seus fundos “privados” de previdência, que de privados não terão nada porque a União e os tribunais vão aportar recursos públicos.

Temer faz a sua parte no bailado da hipocrisia mercadista, porque não parece haver chance de ter os 308 votos que precisa, mesmo para aprovar um remendo.

Mas não precisava debochar de si mesmo, não é?

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