Lava Jato de SP trava e impede delação contra tucanos


Jornal GGN – Foi interrompido o acordo de leniência da Odebrecht relacionado aos ilícitos cometidos em gestões do PSDB em São Paulo, envolvendo pagamentos de propina da estatal Dersa, do Departamento de Estradas de Rodagem e obras do Metrô e da CPTM – que ficaram conhecidos como mensalão tucano.


As delações acusavam repasses de propinas e crimes cometidos pelos governos de Geraldo Alckmin e José Serra no estado de São Paulo e por Gilberto Kassab na prefeitura da capital. Os três políticos tucanos negam ter recebido suborno da Odebrecht para suas campanhas, e pela demora das investigações há o risco de prescrever algumas ações.

Entre os motivos para que 10 promotores do Ministério Público de São Paulo decidissem não assinar o acordo com a Odebrecht estão a negativa, a falta de concordância da Controladoria Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU), ambos órgãos subordinados ao governo federal de Michel Temer.

Por se tratar de um acordo envolvendo a empresa Odebrecht, e não seus executivos, os promotores alegam que a legislação prevê que a CGU e a AGU devem concordar com os termos do acordo, o que não foi feito.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, os promotores do MP de São Paulo negaram que a recusa em assinar o acordo tem o objetivo de beneficiar o PSDB. Um dos promotores, em condição de anonimato, afirmou que “não há recorte político” nas investigações.


Entre as irregularidades delatadas pela Odebrecht, estão pagamentos de propina em obras da linha 2-verde do Metrô, do Rodoanel, o túnel da avenida Roberto Marinho e o estádio do Corinthians.

Ainda, por se tratar de uma empresa que teve acordos fechado na Operação Lava Jato do Paraná, sob o comando do juiz da Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, que homologou a leniência da empreiteira, o mesmo juiz que teria que determinar os valores de indenizações e multas a serem pagas.

“O que Moro sabe dos problemas investigados em São Paulo?”, questionou um promotor do MP estadual.

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