Senador do helicoca diz que "sempre ajudou pessoas em clínicas de drogados"


Zezé Perrella deu uma entrevista ao jornal Hoje em Dia em que falou de seu time, o Cruzeiro, e sobre o Helicoca:


Em relação ao famoso caso do helicóptero. É um fardo que, mesmo com a condenação do piloto, te persegue

Quero falar tudo abertamente. Em 2013, o estelionatário e safado do meu piloto, que se dizia evangélico e que dizia eu deveria buscar a Deus, pegou nosso helicóptero para fazer tráfico. Isso me fez sofrer demais, assim como minha família inteira. Às vezes vejo pessoas fazendo graça. O piloto estava grampeado pela Polícia Federal e nestes grampos ele fala abertamente com o resto da gangue que teria “que esperar o Senador e o filho dele viajarem para fazerem aquela parada”.

Estavam todos comprometidos e a polícia sabia que não tínhamos nenhum envolvimento naquele episódio. É o mesmo que pode acontecer com o dono de uma transportadora, caso o motorista enfie cocaína no veículo. Que culpa ele tem?

Esse episódio te rotulou, mesmo conseguindo provar que não teve participação. Como é lidar com as marchas de carnaval e os xingamentos, principalmente, nas redes sociais?


Eu saio muito tranquilo e vou aonde quero. Saio à noite e nem ando com segurança. Claro que algum engraçadinho pode fazer alguma piada, porque o pessoal é maldoso. Se as pessoas quisessem saber realmente o que aconteceu, é muito simples. O delegado da PF, já na época, deu entrevista longa dizendo que nós não tínhamos envolvimento algum neste caso. Nós sempre ajudamos as pessoas em clínicas de drogados e jamais tornamos isso público ou fizemos propaganda disso. Foi uma coisa que me deixou chateado por ter envolvido a minha família, mas pode acontecer com qualquer pessoa. Fui vítima de um canalha que, graças a Deus, foi julgado e pegou 10 anos de cadeia. Toda gangue foi desmascarada. Ela tinha ramificações na Colômbia, no Equador, nos Estados Unidos e no México.

Ficou um prejuízo moral?

Demais. Só o fato de ficar explicando isso é uma coisa que machuca muito. Mas o que vale é minha consciência. Eu me preocupo muito com a opinião das pessoas que me conhecem e que gostam de mim. As pessoas deveriam fazer uma análise simples: eu tenho uma construtora que nunca fez uma obra pública. Poderia ter feito obras em troca de votos e nunca fiz. Já teve centenas de delações premiadas e você nunca viu o meu nome nelas. A própria Friboi, que financiou 1980 campanhas pelo Brasil inteiro, nunca deu R$ 1 para mim ou para o meu filho. Não tem ninguém que tenha me dado dinheiro, legal ou ilegalmente. Sempre fiz minhas campanhas com recursos próprios e paguei caro por isso. Se eu tiver que sair da vida pública, saio com minha consciência tranquila. Não estou falando isso para dizer que sou diferente de alguém; eu só não roubei. A política está muito criminalizada.

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