Após aumento de 490% em verba para VEJA, revista defende Reforma da Previdência em capa


A revista Veja foi uma das mais beneficiadas pela saída de Dilma do governo e entrada de Temer, de 2016-2017 ( quando completa 1 ano de governo de Temer) a revista recebeu 490% de aumento de verbas publicitárias destinas pelo governo federal a revista. Agora a mesma VEJA faz uma capa que mais parece uma peça publicitária de apoio a Temer, defendendo a reforma da previdência “pelo futuro do país”.


Embora a chance de aprovar a reforma da Previdência seja pequena, Michel Temer fez a festa da mídia alinhada ao golpe; neste fim de semana, Veja circula com uma capa publicitária paga pelo governo federal que diz que, sem reforma da Previdência, as crianças não poderão se aposentar no futuro; ou seja: pagou para tentar mexer na sua aposentadoria

A farra publicitária, embora tenha agradado à editora Abril, aliada de Temer desde o golpe de 2016, rapidamente se mostrou um desperdício de dinheiro público. Nesta sexta-feira, no mesmo dia em que a capa da Veja foi divulgada, Temer assinou um decreto instaurando intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

O comando das polícias civil e militar e todas as decisões da Segurança Pública estão agora a cargo do general Walter Souza Braga Netto, nomeado nesta sexta interventor na segurança pública do estado do Rio.


A intervenção que do governo no Rio de Janeiro suspenderá a votação da reforma da Previdência, prevista inicialmente para a próxima semana. Isso acontecerá porque a Constituição proíbe a aprovação da emendas ao seu texto – como é o caso da mudança nas aposentadorias – durante períodos de intervenção federal e estados de defesa e de sítio.

O governo chegou a cogitar suspender o decreto, por um dois dias, para permitir a votação da matéria. Mas juristas já recharam a possibilidade. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também declarou que a matéria não vai a votação na próxima semana, como previsto, justamente por causa do decreto.

Moral da história: Temer usou seu dinheiro numa propaganda para tomar sua aposentadoria, ao mesmo tempo em que assina um decreto que suspende a tramitação da reforma.

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