"É muito triste ver o nome do seu pai jogado na lama" diz filha de Temer


Quando aconteceram essas crises agudas envolvendo o seu pai, você conseguiu separar as coisas, ficar tranquila? 


Não. É muito triste, muito difícil você ver o nome do seu pai, que é uma pessoa que você conhece há 50 anos, jogado na lama. Quando saiu na Globo aquela primeira chamada dizendo que havia um áudio no qual meu pai dizia para o Joesley para subornar o (Eduardo) Cunha para ficar calado, eu estava na rua, ouvindo o rádio. E aí eu cheguei em casa, meus filhos estavam em casa, não tinham ouvido a notícia; liguei no "Jornal Nacional' [programa da TV Globo], e aí o meu filho virou pra mim e falou assim: "O que é isso? Você acredita? O que está acontecendo?". 

Eu falei: "olha, meninos, eu não ouvi esse áudio, ninguém ouviu esse áudio. Mas, eu vou dizer pra vocês, eu corto os meus dois braços se o seu avô falou uma coisa dessas. Eu conheço o seu avô há 50 anos, ele jamais, em tempo algum, falaria uma frase dessas." E, afinal, quando saiu o áudio essa frase não existia. A frase que aparece no áudio é: "Estou mantendo uma boa relação". "Ah, você deve mesmo fazer isso". Isto é meu pai. 

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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