PIADA? Temer diz que Cristiane Brasil é trabalhadora


Michel Temer (MDB) defendeu, nesta sexta-feira (9), a nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho. Com a desincompatibilização de pelos menos 12 ministros que pretendem disputar as próximas eleições, o emedebista afirmou que ficaria inviável se cada juiz decidisse dar uma liminar impedindo a nomeação de quem ele escolheu. 


"Posso até cometer um erro administrativo ao escolher um ministro, que não é o caso, já que Cristiane Brasil é competente, trabalhadora e presta bons serviços ao país. Mas isso não é ’revisável’ por um juiz de primeiro grau. Imagina se cada ministro que eu nomear, um juiz impede?"

Temer sinalizou que a tentativa de impedir a posse da congressista virou uma batalha política, fazendo referência as ações impetradas para impedir que a parlamentar assuma o cargo por causa de dívidas trabalhistas. Sobre a nomeação da parlamentar, Temer disse não ser "questão de mérito, mas de princípio". "Cabe ao presidente nomear", acrescentou ele, durante entrevista à Rádio Guaíba (RS).

A parlamentar do PTB-RJ enfrenta processos na Justiça do Trabalho, teve o nome incluído no Banco Nacional dos Devedores Trabalhistas e, de acordo com reportagem de Constança Rezende, do Estado de S.Paulo, é alvo de um inquérito do Ministério Público Federal que apura suspeitas de associação ao tráfico. O caso ocorreu durante a campanha eleitoral de 2010. O inquérito foi enviado à Procuradoria Geral da República no começo deste mês, porque Cristiane possui foro privilegiado.


A congressista e o deputado estadual Marcus Vinicius (PTB) - ex-cunhado de Cristiane - e três assessores da época são acusados de dar dinheiro a traficantes de Cavalcanti, bairro pobre da zona norte do Rio e uma das bases eleitorais da deputada, para ter "direito exclusivo" de fazer campanha na região.

Eleição

Temer evitou ser direto ao responder sobre sua candidatura à Presidência nas eleições de 2018. "Eu sou candidato a passar para a história como alguém que pegou o país em uma recessão profunda".Dizendo estar empenhado na aprovação da reforma da Previdência e na divulgação dos "avanços" de seu governo, ele foi cauteloso ao afirmar que não é candidato, "no momento" e "por enquanto".

Apesar de defender o seu governo, o País ainda tem mais de 12 milhões de desempregados, fechou 2017 com saldo negativo de 28 mil vagas, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). 

Também vale ressaltar que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu, no começo do mês, a nota de crédito da dívida soberana do Brasil para BB- ante a nota anterior BB.

Fonte: Brasil247

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