Reinaldo Azevedo sobre novas sandices de Dallagnol, “irresponsável, arrogante, estúpido e linguarudo”


Por Redação Click Política - O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força tarefa da Lava Jato, comporta-se, mais uma vez, como um bandoleiro das instituições e faz um ataque ao Congresso Nacional que, em qualquer democracia do mundo, renderia a alguém na sua posição a exoneração do serviço público. 


Por aqui, nada vai acontecer. Ele seguirá recorrendo à redes sociais para disparar suas molecagens, suas irresponsabilidades e seus juízos baratos sobre a política e os políticos.

Esse rapaz é um espertalhão. Ele resolveu arrumar um inimigo muito maior do que ele como figura histórica: Lula. Independentemente do juízo que se possa fazer sobre o ex-presidente, estamos a falar de alguém que ganhou projeção mundial, presidiu o país duas vezes, que comanda um dos maiores partidos do país. Você pode até achar que ele tem de ir para a cadeia. 

Mas ele é alguém, e Dallagnol é um rapazola arrogante, linguarudo, estupidamente ignorante em política e que padece de egolatria. Seu ataque a Lula, no entanto — refiro-me ao episódio do PowePoint — rendeu-lhe uma espécie de imunidade. Se for punido por alguma medida do MPF, dirão que assim é só porque ele mexeu com um poderoso.


É claro que gente como ele só prospera porque as respectivas Presidências da Câmara e do Senado se acovardam. Afinal, todos têm medo do Ministério Público, certo?

Por que isso tudo? Dallagnol, a exemplo da quase totalidade dos procuradores, é contra a intervenção federal no Rio. Referindo-se à polêmica do mandato coletivo de busca de apreensão — e ele é contra também essa medida, para felicidade dos bandidos —, disparou a seguinte delinquência:

“Se cabem buscas e apreensões gerais nas favelas do Rio, cabem também nos gabinetes do Congresso. Aliás, as evidências existentes colocam suspeitas muito maiores sobre o Congresso, proporcionalmente, do que sobre moradores das favelas, estes inocentes na sua grande maioria”.

Vocês sabem que acho que é preciso votar uma lei mudando o Código de Processo Penal para que os mandados coletivos não esbarrem em nenhuma ambiguidade. Mas esse é o debate técnico. Dallagnol, que ainda estuda se candidatar ao Senado, está fazendo apenas política rasteira. E está contando, ademais, duas mentiras:


1: no Congresso, não caberiam os mandados coletivos pela simples e óbvia razão de que os respectivos endereços na Casa de todos os deputados e senadores são conhecidos;

2: a Polícia Federal, acompanhada do Ministério Público e com autorização judicial, já realizou mandado de busca e apreensão até no gabinete do presidente do Câmara, a exemplo do que aconteceu com Eduardo Cunha em maio de 2015.

Vale dizer: o Congresso já passou por esse constrangimento — este, sim, tendente a agredir a institucionalidade.

Ah, mas vamos convir, não é? O janota do pega-pra-capar realiza seu sonho dourado. Nos seus delírios de poder, deve se ver a comandar um tanque contra as dependências do Congresso Nacional.


A verdade é que Dallagnol resolveu se juntar com a esquerda mais rombuda na oposição à intervenção no Rio. Carlos Fernando, que é o seu Leoporello mais mal ajambrado, cometeu o ridículo, num artigo na Folha, de comparar a intervenção com a, pasmem!, guerra do Vietnã e com a ocupação das Malvinas pela Argentina. Lá se lê:

“Tentativas semelhantes de intervenções militares contra inimigos comuns, como a Argentina nas Malvinas e os Estados Unidos no Vietnã, após o entusiasmo inicial despertado, resultaram no gosto amargo do revés político e militar. Não se pode enganar a todos o tempo todo.”

Parece-me evidente que já estamos diante de uma manifestação de duvidosa sanidade mental.

Nota da PGR

E não é apenas a dupla do barulho que resolveu se meter em seara que não é a sua. A própria Procuradoria Geral da República se manifestou contra a intervenção, evidenciando que o Ministério Público pretende mesmo ser o único Poder da República.

Essa gente conduziu o país à beira do abismo. E, como se nota, reage à menor tentativa dos Poderes da República de nos devolver à normalidade democrática.

Ah, meus caros, sei bem o quanto apanhei quando comecei a bater nesses projetos de ditadores. Os idiotas se ajoelhavam aos pés da turma. Afinal, não é?, Dallagnol é aquele que fez o aloprado e ilegal PowerPoint contra Lula. E isso o tornou herói da direta xucra.

Agora ele resolveu se juntar à esquerdalha contra a intervenção…

Vão lá, direitistas que zurram e relincham, lamber as botas do janota despudorado.

Comentários

  1. Eu sou contra a intervenção militar na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Sou contra do jeito que ela está sendo executada, porque o foco da bandidagem não é nas favelas e ou comunidades. Esses locais são áreas dos "buchas". As favelas e outras comunidades do Estado não têm fronteiras com outros países, não têm heliportos, locais para desembarque aéreo ou naval. Além desses lugares, as Forças Armadas poderão, se quiserem combater realmente o tráfico de armas e drogas, intervir diretamente nos batalhões da PM, delegacias policiais e outras repartições e grandes depósitos particulares e estaduais. Em alguns desses locais é que estão as fontes que abastecem os traficantes e as milícias. Ou os interventores não sabem disso ou na verdade essa intervenção é só para inglês ver. Pior é que já fizeram essa bobagem com as FFAA e as comunidades sitiadas continuaram sendo abastecidas de armas e drogas e ainda houve a perda de um militar jovem e inexperiente sem treinamento policial. Se for para fazer igual à Lava Jato que só prende corrupto escolhido à dedo, não vai adiantar nada a não ser desmoralizar as Forças Armadas, como desmoralizaram a Polícia Federal quando registrou um flagrante e pescou um peixe grande, mas a rede foi furada e o peixe está solto fumando tranquilamente seu cachimbinho da paz e gozando sua imunidade imoralmente legalizada.

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