TCM encontra irregularidades em contrato da gestão Doria com empresa da família Medina


Auditores do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM) encontraram pelo menos três irregularidades no contrato que a gestão do prefeito João Doria (PSDB) assinou com a empresa Dream Factory. Conforme divulgou a Folha de S.Paulo, foi apontada a falta de estudos para definir a quantidade de itens listados no edital.


E que a lista de produtos e serviços apontados como necessários para o Carnaval de rua deste ano foi alterada em relação ao ano passado sem explicações técnicas. Não há, segundo o jornal, qualquer documento nos autos que comprove a realização de estudos ou reestudos que justifiquem as alterações.

O edital prevê a contratação de 68 itens, entre os quais 600 diárias de ambulâncias, cerca de 21 mil banheiros químicos e1.445 diárias de bombeiros civis.

Foi apontada ainda pelo TCM a falta de visibilidade ao processo licitatório, já que o edital não foi divulgado na plataforma e-negócios, onde são publicados editais – o que limitou a participação. Ao jornal, a prefeitura disse que a contratação seguiu todas as normas que regem a administração pública.

O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou inquérito para investigar possível favorecimento. A promotoria pediu à Justiça a condenação do vice-prefeito Bruno Covas (PSDB) e do secretário de Governo Julio Semeghini por improbidade administrativa. Covas teria orientado a empresa sobre alterações na proposta para vencer a licitação.


Única empresa considerada apta para participar da concorrência divulgada no ano passado, a Dream Factory pertence à família do empresário do entretenimento Roberto Medina (foto). Entre outros negócios do clã estão o Rock in Rio, considerado o maior festival de música do planeta, realizado em diversas cidades.

Em setembro, João Doria esteve no festival. Com pompa e circunstância, foi recebido como rock star, segundo a imprensa. E nas diversas entrevistas que concedeu, como à revista “Quem”, da Editora Globo, adiantou que faria parcerias com Medina.

A Dream Factory quarteirizou o serviço para a GWA Systems, que instalou 200 câmeras de segurança nos postes espalhados pela cidade. Ao encostar em um deles, no domingo passado (4), o estudante de Engenharia Biomédica Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, morreu eletrocutado.

Com informações da Rede Brasil Atual

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