Delegado que investiga corrupção do PSDB é alvo de campanha difamatória em Minas


Por Joaquim de Carvalho - Ao mesmo tempo em que, no Rio de Janeiro, as forças conservadoras se movimentam para difamar a vereadora Marielle Franco, executada com quatro tiros, juntamente com seu motorista, em Minas Gerais uma onda difamatória atinge o delegado de polícia Rodrigo Bossi de Pinho, que investiga o esquema de corrupção e de fraude processual que beneficiou o grupo político do senador Aécio Neves.


Hoje, a campanha de difamação chegou às páginas do principal jornal de Minas, o Estado, chamado lá também de Estadão, publicação dos Diários Associados. O jornal destacou em manchete “Delegado na mira de associações” e, sem lhe dar direito de resposta, publicou uma fotografia em que aparece ao lado de Nílton Monteiro, delator do Mensalão de Minas e da Lista de Furnas.

A esposa do delegado divulgou nota em defesa do marido:

Hoje o assunto é sério! Não gosto de expor minha vida pessoal, nem de me misturar com o trabalho do meu marido, mas diante do artigo publicado hoje no Estado de Minas, não posso me calar. 

Depois da morte chocante em que tentaram calar a Marielle Franco, hoje a bala foi disparada para calar meu marido, Rodrigo Bossi de Pinho, delegado chefe do Departamento de Fraudes da Polícia Civil de MG. Investigando fraudes cometidas nos processos que invalidaram a famosa “Lista de Furnas”, Rodrigo vem sendo perseguido por muitos, inclusive por membros e representantes da própria Polícia Civil, que direta ou indiretamente poderão ser afetados pelas suas investigações. 


Em casa, já estamos acostumados com boatos e informações inverídicas que correm nos bastidores da Polícia. Entretanto, o que me choca ainda mais, é ver o jornal Estado de Minas, se prestar a este tipo de perseguição baixa, sem fundamento, ouvindo um delegado que presidiu o inquérito no passado e que, provavelmente, está se sentindo ameaçado. E a reportagem vem bem no momento em que Marcos Valério assina a sua delação com o Dep. de Fraudes, garantindo ter provas que comprovam fatos da investigação. 

É chocante como parte da nossa imprensa ainda se presta ao papel infame de garantir o poder dos poderosos a qualquer custo e de desprezar a sua função primordial de informar a população. A foto foi tirada por um policial da Fraudes, que ao ser flagrado pelo próprio Rodrigo foi questionado, em tom de brincadeira, se ele iria vender a foto ao Márcio Nabak. 


E provavelmente foi o que aconteceu …. mas Rodrigo não se importou em requisitar a foto, pois não tem relação pessoal nenhuma com o delatante da foto e nada tem a esconder. Mas a grande ironia da reportagem ficou para a sua última linha … em que menciona que o delegado Rodrigo não se pronunciou … A VERDADE É que ele nunca foi procurado pelo Estado de Minas para se defender. Se o Estado de Minas fosse um jornal sério, teria trocado esta última informação por INFORME PUBLICITÁRIO.

Amigos, não nos calemos por medo e se querem um país melhor, COMPARTILHEM!!!

Confira completo no DCM.

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