Solto por Moro, Odebrecht descumpre acordo de colaboração e pode estar cometendo mais crimes


DCM - De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, Marcelo Odebrecht está descumprindo seu acordo de colaboração ao mandar e-mails para Olga Pontes e Luciano Guidolin.


O MPF vetou ambos da lista de visitas de Marcelo na prisão domiciliar por considerar que infringiria o acordo:

A provável indicação do executivo Newton de Souza à presidência do conselho de administração da Odebrecht S.A. está sendo bombardeada por Marcelo Odebrecht. Como informou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o empresário enviou, há dez dias, um e-mail ao conselheiro Sergio Fogel, ao presidente da holding, Luciano Guidolin, e à executiva Olga Pontes, questionando a permanência de alguns executivos no grupo. Sem citar nomes, o empresário, que cumpre prisão domiciliar, sugere que a presença dessas pessoas na organização põe em risco o acordo de colaboração e a sobrevivência da Odebrecht.


No Estadão:

Em prisão domiciliar há um mês e meio e proibido de atuar nos negócios da Odebrecht até 2025, conforme acordo de delação premiada, Marcelo Odebrecht pediu à Justiça para receber visitas do atual presidente do grupo, Luciano Nitrini Guidolin, e da chefe da recém-criada área de compliance da empresa, Olga de Mello Pontes.

A defesa recuou da solicitação após o Ministério Público Federal ver a possibilidade de “ingerência de Marcelo Odebrecht na gestão do grupo” e quebra do acordo de colaboração fechado com a Procuradoria-Geral da República no âmbito da Operação Lava Jato.

Uma das cláusulas do acordo determina “o afastamento de cargos e funções de direção em empresas do Grupo Odebrecht que negociem ou contratem com o poder público pelo período em que estiver cumprindo pena privativa de liberdade”.


Uma das cláusulas do acordo determina “o afastamento de cargos e funções de direção em empresas do Grupo Odebrecht que negociem ou contratem com o poder público pelo período em que estiver cumprindo pena privativa de liberdade”.

“A realização de visitas de tais executivos a Marcelo Odebrecht vai de encontro à cláusula mencionada. Se o colaborador deve ser afastado de tais cargos e funções de direção, não se mostra adequado que, durante o cumprimento da pena privativa de liberdade, em regime fechado diferenciado, possa manter contato com os atuais diretores do grupo empresarial”, afirmaram os procuradores em requerimento entregue no dia 15 de janeiro à Justiça.

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