Barusco que recebeu 100 milhões em propina deixa cadeia e tornozeleira da Lava Jato


No momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso e condenado sem provas a 12 anos e um mês de detenção, o Judiciário dá mais um tapa na cara da nação: o delator Pedro Barusco, que confessou ter recebido mais de R$ 100 milhões em propinas, num esquema de corrupção na Petrobras que, segundo ele, vinha desde os tempos do governo FHC, não precisará mais nem de usar uma tornozeleira eletrônica.


Justiça Federal autorizou o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco a retirar tornozeleira eletrônica. A retirada do equipamento, com a progressão do regime, foi autorizada na terça-feira (10).

Barusco foi condenado a 15 anos de prisão na Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção. Ele foi um dos primeiros delatores da operação.

Do total da condenação, o ex-gerente passou dois anos em “regime aberto diferenciado”, sendo monitorado por tornozeleira e prestou serviços comunitários. Ele devolveu US$ 97 milhões aos cofres da Petrobrás, como determinado no acordo de delação.


Conforme a determinação da 12ª Vara Federal de Curitiba, a retirada do equipamento foi definida “tendo em vista o preenchimento do requisito objetivo temporal e o colaborador ter cumprido integralmente as obrigações assumidas no acordo de delação”.

A decisão informa que ele deve entregar o equipamento na Secretaria da 12ª Vara Federal de Curitiba ou por meio dos Correios, “informando ao Juízo, de qualquer forma, a opção escolhida” em um prazo de até 10 dias.

Segundo a Justiça, a partir de agora, o ex-gerente deve cumprir mais 13 anos de pena, em que terá que apresentar relatórios a cada seis meses sobre quais atividades está desenvolvendo e informar se realizou viagens internacionais.


Fonte: G1

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