Luis Miguel cancela assinatura da Folha por manipulação desavergonhada


Por Luis Felipe Miguel, em seu Facebook - Amigas e amigos


Nos últimos anos, tenho ocupado parte desse espaço do Facebook com uma crítica quase diária ao jornalismo da Folha de S. Paulo.

Sou de uma geração e de um meio social em que se lê jornal - sou aquele "homem moderno" cuja oração matutina é a leitura do jornal, na descrição de Hegel. Comecei ainda garoto, lendo o JB na casa de meus pais. Quando me mudei para Campinas, a facilidade de acesso me fez trocar o JB pela Folha. Quem lê jornal sabe que é sempre uma decisão dolorosa, sair do conforto do veículo já conhecido para algum outro. E desde então continuo com a Folha, tendo feito outra dolorosa transição, do jornal impresso para o tablet, quando a decadência do sistema de distribuição tornou inviável a manutenção da assinatura do impresso aqui em Brasília.


Foi essa relação de mais de vinte anos que encerrei hoje - na verdade, ainda tenho mais umas semanas já pagas, mas cancelei a assinatura. Fui levado a isso pela piora constante da qualidade de seu jornalismo, por sua aposta crescente numa manipulação cada vez mais desavergonhada da informação e também, é verdade, pela substituição do aplicativo para leitura em meio digital por outro muito pior, mais lento, com menor qualidade visual e que dificulta enormemente a leitura offline (como em avião).

Mantenho The Guardian, estou fazendo uma assinatura de Le Monde (aliás, mais barata do que a da Folha) e continuo com as fontes livres da internet, mas sei que - como sempre acontece quando se abandona uma droga - vai bater uma crise de abstinência. Mas tenho fé que hei de superar!

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