Requião: prisão de Lula ‘é só um capitulo a mais da trama para destruir o País’


Paraná 247 - Uma das principais vozes contrária ao governo de Michel Temer, rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, e à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Roberto Requião (MDB-PR) afirma ser necessário compreender que o encarceramento de Lula "é apenas um capitulo a mais da trama para destruir o Brasil e submeter os brasileiros".


"A Petrobrás está sendo desmantelada, sucateada e vendida. O petróleo do pré-sal, nossa maior riqueza, está sendo doado quase de graça para os estrangeiros. Agora, preparam-se para vender a Eletrobrás e as usinas elétricas pagas com o nosso dinheiro, vão ser também entregue quase de graça e a nossa conta de luz vai disparar", diz.

"A Embraer, orgulho brasileiro e hoje uma das mais importantes fabricantes de aviões do mundo, está sendo engolida pela Boeing. A indústria brasileira está em vias de desaparecimento. Tudo está à venda, inclusive as nossas terras. O espaço aéreo já foi cedido. E agora querem vender até a nossa água. Enquanto isso, os bancos festejam os maiores lucros do Planeta Terra e se refestelam nos juros mais altos da história", acrescenta..


De acordo com o parlamentar, "a economia está parada. Começamos o ano com mais uma queda do PIB. Aumenta o desemprego, reduzem-se os salários, os negócios encolhem. Paralelamente, destroem-se os direitos dos trabalhadores, querem acabar com a Previdência Social". "A pobreza aumenta, a violência, não apenas no Rio de Janeiro, cresce e assusta".

Richa

O parlamentar também criticou a falta de punição ao ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), que deixou o cargo para se candidatar ao Senado. "Uma série de operações policiais ocorridas aqui no Paraná, mas que ainda não tiveram um desenlace, revelaram fatos terríveis, tenebrosos. Revelaram desvio de dinheiro na construção de escolas; revelaram grossíssima corrupção na Receita Estadual; revelaram fraudes na manutenção de veículos oficiais; e destamparam a panela onde por tanto tempo era curtida a corrupção do pedágio", diz.


"E cada uma dessas operações, Quadro Negro, Publicano, Voldemort, Integração, cada uma delas bateram na porta do ex-governador Beto, de parentes e de amigos muito próximos. Foi tudo apurado, pesado e medido. Mas, para fugir das denúncias e à procura de proteção, do abrigo do foro privilegiado, Beto deixa o governo e se candidata ao Senado. Confiante na falta de memória dos eleitores, confiante que até outubro os paranaenses vão se esquecer, vão perder o foco dos acontecimentos, confiante que Justiça tarde e falhe", acrescenta.

Ao contrário do que aconteceu com o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, Richa, que também está sem foro privilegiado, teve um caso contra ele, que corre atualmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), encaminhado para a primeira instância, na Justiça Federal do Paraná. O tucano será julgado juiz Sergio Moro, se o caso tiver alguma relação com a Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Richa é investigado por um suposto emprego irregular de verbas conveniadas com a União quando era prefeito de Curitiba (2004-2010). Outra investigação corre em sigilo no STJ e apura suspeitas de corrupção na concessão de licença ambiental pelo Instituto Ambiental do Paraná, já como governador.

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