Revista americana mostra por que Lula é um preso político e não um criminoso


A revista independente New Internationalist, formado por diversos jornalistas de maneira cooperativa, escreve um artigo primoroso mostrando porque Lula é considerado um preso político e não um criminoso, a mesma revista mostrou também como os ricos e poderosos do Brasil usam a A lei como arma para impedir Lula nas eleições de 2018. Tradução do artigo foi feita por nossa equipe do site.



O ex-presidente mais popular da história do Brasil está cumprindo uma pena de prisão, Mariana T. Noviello mostra o que a mídia internacional pouco fala sobre o caso.

O ex-presidente Luiz Inácio da Silva, conhecido como “Lula” está agora na prisão. Ele se entregou no sábado passado para começar a cumprir sua pena de 12 de cadeia.

Mas é preciso esclarecer algo que a mídia estrangeira não entendeu ou decidiu não explicar ao seu público fora do Brasil.


O apoio de Lula não é apenas parte de uma “tendência populista”.

A verdade é que ele é o presidente mais popular e mais bem sucedido da história do Brasil. Também é verdade que a mídia estrangeira informou e mostrou sobre as políticas bem sucedidas de “centro-esquerda” do Partido dos Trabalhadores, em tirar milhões de pessoas da pobreza e colocar o Brasil fora do Mapa da fome da ONU.

Devido a esse sucesso de seu governos (em quatro mandatos- Lula e Dilma) que uma parcela significativa da população brasileira tem boas lembranças dos anos Lula, especialmente ao comparar com o governo atual de Michel Temer.

No entanto o que é pouco mencionado é o fato que muitos brasileiros estão alarmados com a democracia, a constituição e estado de direito no Brasil. Desde o Impeachment de Dilma Rousseff,o Brasil teve que suportar uma escalada da violência e tendências preocupantes. O recente assassinato da vereadora Marielle Franco é um exemplo da violência que se espalha em população vulneráveis, como líderes comunitários, indígenas, negros quilombolas , camponeses sem terra, jovens negros e presos. O ataque a tiros ao ônibus do ex-presidente Lula exemplifica o aumento do fascismo e visões de extrema direita no país.


Nesse cenário, o julgamento e a condenação de Lula se tornam ainda mais emblemáticos. É por isso que um grande número de juristas brasileiros tem contestando as falhas no processo que levou a condenação de Lula, da condução coercitiva pela Polícia Federal, ao recurso de Lula no tribunal de segunda instância (TRF-4) e a ordem de prisão emitida pelo juiz Sérgio Moro, antes mesmo do STF ter emitido oficialmente por escrito sobre sua decisão do Habeas Corpus de Lula ou antes mesmo de esgotar todos seus recursos jurídicos.

Esses fatos levaram mais de 100 juristas escreverem um livro comentando a sentença de Lula, que está disponível em outros idiomas como o inglês.

A Suprema Corte também expressou sua preocupação, como o Ministro Ricardo Lewandowisky ao votar por conceder Habeas Corpus a Lula, que afirmou que os tribunais são falhos e citou o tribunal de segunda instância (TRF-4) que confirmou a sentença do juiz Moro contra Lula, mas falhou ao fornecer as razões adequadas para sua decisão. Muitos acreditam que a velocidade em que correram os processos de Lula na Justiça é a prova que aqueles que estão no poder não querem a volta de Lula, nem que ele concorra as eleições de 2018.


E a falta do devido processo legal no caso Lula conseguiu algo inédito e raro, não só no Brasil como no mundo: Unir a esquerda, a centro-esquerda, progressistas e democratas de maneira geral.É por isso que não só seus apoiadores usuais foram a São Bernardo do Campo,antes dele se entregar.

Partidos e políticos progressistas de todas vertentes estavam presentes para mostrar solidariedade ao ex-presidente, incluindo a candidato do Partido Comunista do Brasil, Manuela D’Ávila e Guilherme Boulos do MTST (Movimento dos trabalhadores e trabalhadoras sem teto) e o PSOL.

Por isso muitos consideram Lula, não um criminoso, mas um preso político.

Com informações de Falando Verdades.

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